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segunda-feira, 27 de março de 2017

Zara foca em megalojas e e-commerce

A nova loja conceito da Zara ilustra parte da estratégia da varejista de moda para ficar à frente de suas rivais: unidades maiores e expansão do e-commer.
 
A nova loja conceito da Zara em sua cidade natal ilustra parte da estratégia da varejista de moda para ficar à frente de suas rivais: concentrar-se em unidades maiores e expandir seu comércio eletrônico.
Com cinco andares, a nova loja abriu em setembro e substituiu quatro pequenos pontos de venda da rede espalhados na cidade. A unidade serve como modelo para outras lojas conceito que o grupo está abrindo em todo o mundo.
As mudanças na Zara vêm no momento em que varejistas tradicionais lutam para acompanhar as rápidas mudanças nos hábitos de compra dos consumidores, que evitam cada vez mais as lojas físicas em favor das compras on-line.
Diante disso, a Neiman Marcus Group anunciou, esta semana, a decisão de começar negociações para vender a empresa à sua controladora Saks Fifth Avenue.
A Inditex, dona da Zara e maior varejista de moda no mundo em vendas, não informou quantas dessas megalojas pretende abrir.
O grupo busca ter uma “integração completa de lojas físicas e comércio eletrônico, com abertura de lojas cada vez mais relevantes”, disse ontem Pablo Isla, presidente-executivo da Inditex.
Apesar de um ano difícil para varejistas, a Inditex viu seu lucro líquido saltar 10% no ano passado, enquanto as vendas atingiram um recorde de € 23,3 bilhões. O impulso continuou neste ano, com crescimento de 13% nas vendas on-line e em lojas físicas em moeda constante, nas últimas seis semanas.
As vendas nas lojas da Inditex abertas há pelo menos um ano aumentaram 8% nas primeiras seis semanas deste ano fiscal, segundo cálculos da analista Anne Critchlow, da Société Générale. Sua principal rival, a sueca H&M, informou que as vendas em mesmas lojas caíram 1% em fevereiro.
Durante anos, a H&M e a Inditex correram o mundo abrindo lojas. Mas, em 2016, a Inditex começou a desacelerar sua expansão. A H&M, ao contrário, manteve o ritmo, mas o esforço não compensou e a rede mudou os planos em janeiro, após relatar queda no lucro de 2016.
A Inditex informou que planeja abrir entre 450 e 500 lojas em 2017, enquanto absorve de 150 a 200 lojas menores. Em 2016, abriu 279 lojas, chegando a 7,3 mil unidades. Analistas dizem que a nova estratégia deixa espaço para a expansão do comércio eletrônico, sem canibalizar as lojas físicas. Ao fechar pontos menores e se concentrar nas megalojas, os clientes que não estão próximos dessas unidades podem comprar on-line.
 
Fonte: Valor Econômico

Para varejo, fim de caixas tradicionais está próximo

"Just walk out" - ou, em bom português, apenas saia. Nada de caixas, comprovantes ou pacotes. O novo conceito para o varejo.
 

“Just walk out” – ou, em bom português, apenas saia. Este é o conceito adotado pela Amazon Go, a loja física piloto aberta pela Amazon, em Seattle, nos Estados Unidos, totalmente livre de caixas para pagamento. Concebido como um minimercado de proximidade, o ponto de venda funciona assim: o consumidor entra na loja, aproxima o smartphone de um sensor para se identificar via aplicativo, recebe notificações com ofertas personalizadas, escolhe os produtos que deseja comprar, aproxima novamente o celular do sensor e sai do estabelecimento. Nada de caixas, comprovantes ou pacotes. A fatura é debitada pelo aplicativo e as compras entregues no endereço combinado.
 
A loja piloto da Amazon Go é um exemplo das transformações pelas quais o varejo mundial vem passando e sinaliza algumas tendências que começam a virar realidade, inclusive, no Brasil. Entre elas, a extinção dos caixas nas lojas físicas como estamos acostumados. “A massificação dos smartphones, a adoção da tecnologia como instrumento para facilitar a vida do cliente e o comportamento da nova geração de consumidores, capitaneada pelos milleniuns, aceleram essas mudanças”, afirma Alberto Serrentino, fundador da consultoria Varese Retail. “Ninguém mais quer perder tempo em filas. As lojas têm de funcionar com o mínimo de atrito possível.”
 
A extinção do caixa tradicional transfere a operação de pagamento literalmente para as mãos do vendedor, que na tela do celular ou do tablet consulta o estoque, separa o produto, conclui a venda e realiza o pagamento. Tudo sem abandonar o cliente. “Não se trata de eliminar postos de trabalho, mas de ampliar e qualificar ainda mais a equipe de venda, pois cada vendedor demorará mais tempo para concluir toda a operação.”
 
Num extremo, a tarefa é toda transferida para o cliente, que finaliza a compra no próprio smartphone via aplicativo.
 
A mudança, porém, esbarra em uma série de fatores, desde a aculturação do consumidor aos novos meios de pagamento digitais até a disponibilização de recursos para a implantação das novas tecnologias nos varejos de pequeno e médio porte.
 
“Ninguém duvida da importância e da rapidez com que os novos modelos de pagamento digitais virarão rotina no dia a dia das pessoas”, diz Marcos Gouvêa de Souza, sócio da GS&MD, consultoria especializada em varejo. “A dúvida está no custo exigido para esta mudança e em quanto a economia brasileira colabora para acelerar ou retardar esse processo.”
No Brasil pesam muito os aspectos fiscais e tributários, que diferem de Estado para Estado e até de cidade para cidade. Tamanha disparidade exige uma adaptação das ferramentas e, consequentemente, impacta no custo de sua implantação.
 
Disposta a sair na frente, a Paquetá Calçados inaugurou em abril de 2016, no Shopping Iguatemi de Porto Alegre, sua primeira loja de baixo atrito, com apenas um caixa, exclusivo para pagamentos em dinheiro. “A ideia era colocar dentro da flagship, de 300 m2, todas as tecnologias que tendem a permear o varejo e centralizar o processo de compra nas mãos dos vendedores”, afirma Marcos Vinicius Ravazzoli, diretor geral de varejo do Grupo Paquetá.
 
Pela tela do smartphone, o vendedor consulta o estoque, registra o pedido do cliente e finaliza a compra com pagamento via cartão de débito ou crédito. “Embora tenhamos mantido um caixa para transações em dinheiro, 90% das operações são feitas pelos vendedores, inclusive as que envolvem crédito pelo cartão de marca própria”, diz o executivo.
“O índice de conversão de venda subiu 20% com a nova proposta.” A meta é expandir o modelo de diminuição dos caixas para mais três unidades e, a partir de 2018, para as 35 lojas da rede.
 
O Bob’s também pretende redesenhar suas lojas: instalou no Rio de Janeiro, no Shopping da Barra, a sua primeira loja 100% digital. Ao contrário da Paquetá, que centralizou as vendas nos smartphones da equipe, no Bob’s a operação gira em torno do aplicativo da marca – que permite fazer o pedido e realizar pagamento antes mesmo de chegar nas lojas -, e dos totens de autoatendimento. “Independentemente do perfil de tecnologia adotada, o importante é que o varejo retire os caixas de forma planejada e gradativa, a fim de aculturar o consumidor para o novo modelo”, diz Patrícia Cotti, diretora do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo.
 
Fonte: Valor Econômico

Walmart planeja investimento de R$ 1 bilhão no Brasil

Walmart está fazendo uma aposta às avessas no Brasil, em hipermercados, com investimentos pesados para reformular suas grandes lojas de estilo americano.
 
Diante de vendas desanimadoras no quinto maior mercado consumidor do mundo, o Walmart está fazendo uma aposta às avessas no Brasil, com investimentos pesados para reformular suas grandes lojas de estilo americano, mesmo num momento em que os clientes cada vez mais procuram opções menores e mais baratas, segundo o jornal The Wall Street Journal.
 
O Walmart tem planos de gastar R$ 1 bilhão (cerca de US$ 320 milhões) ao longo de três anos para reformar seus hipermercados no Brasil, basicamente mantendo uma estratégia que vem implementando no País há duas décadas. As vendas líquidas da rede no mercado brasileiro têm sido fracas nos últimos anos em relação às de outras operações internacionais, com queda de 4,1% no período de três meses encerrado em 31 de janeiro, ante ganhos de 8,9% no México e na América Central e de 5,4% na China.
 
“Desde que chegou ao Brasil, o Walmart tem tido dificuldade de se integrar ao mercado”, comentou Flávio Tayra, professor da USP especializado em varejo de produtos alimentícios. “(O Walmart) ocupa um espaço modesto aqui, em vista do potencial que possui”.
 
Como nos EUA, as grandes lojas do Walmart no Brasil vendem de tudo, de bananas a pneus para automóveis. Esse formato era popular entre os brasileiros no período de hiperinflação dos anos 1980 e do início de década de 1990, quando os preços subiam em ritmo estratosférico. Assim que recebiam salários, os clientes corriam aos hipermercados para garantir seus estoques de mantimentos antes que os preços avançassem mais.
 
Hoje, porém, essa forma de fazer compras perdeu o apelo. O trânsito enlouquecedor das cidades em expansão torna mais difícil chegar aos supermercados. Com isso, pequenas lojas de bairro atraem um número crescente de brasileiros.
 
Além disso, um formato mais recente, conhecido como “atacarejo”, ganha cada vez mais popularidade. Lojas com aparência de armazéns voltadas originalmente para pequenas empresas, muitas das quais pertencem ao francês Carrefour e ao Grupo Pão de Açúcar – controlado pelo também francês Casino – vêm atraindo famílias que buscam mantimentos em grande volume e a preços menores. Desde 2015, quando o Brasil afundou na pior recessão de sua história, o atacarejo vem ganhando espaço.
 
Indo contra a tendência, o Walmart redobrou o foco em hipermercados, investindo em duas redes regionais – Hiper Bompreço e BIG – que foram adquiridas na primeira década do século 21. As lojas de ambas passarão a adotar o nome Walmart e serão reformuladas.
Para alguns analistas, a estratégia do Walmart é equivocada. “Focar num formato que está claramente perdendo participação de mercado e já não é mais muito atraente para os brasileiros não parece ser apropriado,” avaliou Bruna Pezzin, analista da corretora XP Investimentos.
 
O Walmart não revela seu desempenho financeiro no Brasil e se recusa a dizer se lucra no País. Executivos da rede americana reconhecem, porém, que o Brasil tem sido um constante ponto fraco em sua rede mundial, que é formada por cerca de 11.700 lojas. A subsidiária brasileira já trocou de executivo-chefe quatro vezes desde 2008. E no começo do ano passado, o Walmart anunciou o fechamento de 60 lojas no Brasil.
 
Fonte: Istoé

Hudson’s Bay, proprietária da Saks Fifth Avenue, pretende comprar a Neiman Marcus

Ganharam força nos últimos dias os rumores de que a empresa Neiman Marcus pode estar prestes a ser vendida para o grupo canadense Hudson’s Bay.
Ganharam força nos últimos dias os rumores de que a empresa Neiman Marcus pode estar prestes a ser vendida para o grupo canadense Hudson’s Bay, proprietário de gigantes do setor como a Saks Fifth Avenue e a Lord & Taylor.
 
A empresa possui, atualmente, 42 lojas homônimas, um outlet e duas lojas de departamentos de ultra luxo Bergdorf Goodman. Ao que tudo indica, a negociação é resultado de um período difícil para as lojas de departamento, causado por fatores como queda nas vendas, migração das compras para a internet e o aumento da competição com os outlets.
 
Atualmente, a Neiman Marcus tem uma dívida estimada em US$ 5 bilhões. “Estamos sempre avaliando oportunidades para acelerar o crescimento da companhia, de forma a aumentar ou melhorar o nosso portfólio”, disse um representante da Hudson’s Bay ao “New York Times” sobre a negociação sem, no entanto, confirmar ou desmentir a operação de compra e venda. O grupo também manteve discussões com a Macy’s, que, a exemplo da Neiman Marcus, enfrenta um período fraco de vendas.
 
Lojas de departamento enfrentam momento difícil, com queda nas vendas e competição acirrada
Desde 2013, a Neiman Marcus é propriedade da empresa de private equity Ares Management L.P. Foi nessa mesma época que interrompeu-se o movimento de expansão de mercados da marca e concentrou-se esforços no desenvolvimento do e-commerce – estratégia que não ajudou a recuperação da empresa.
 
Fonte: Forbes

A nova ambição da Renner

A nova ambição do encantador de clientes. José Galló, da Renner, anuncia missão de ser “o maior varejo de moda das Américas”.
 
O fato: na manhã desta quinta-feira (23), o presidente da Lojas Renner, José Galló, inaugurou em seu endereço tradicional, em Porto Alegre, uma nova sede administrativa sintonizada com as mais modernas exigências de edificação sustentável, como reúso de água e utilização de fonte de energia totalmente renovável.
O significado: na ótica do próprio Galló, a Renner está dando mais um passo a caminho do objetivo de se tornar “a maior e melhor fashion retailer das Américas”. Foi o que ele escreveu no discurso que pronunciou na presença do governador José Ivo Sartori e do prefeito Nelson Marchezan, momentos antes de descerrar a placa com a inscrição “Que estas paredes ecoem encantamento”.
Por enquanto, o que se conhece do movimento global da Renner é somente a inauguração de três lojas no Uruguai em 2017. Pode parecer um início modesto, mas os números que Galló inseriu em seu pronunciamento desencorajam qualquer ceticismo. Em 1991, a Renner era uma loja de departamentos regional, com cinco lojas no Rio Grande do Sul, 800 funcionários e com valor de mercado de US$ 918 mil. Vinte e seis anos depois, Galló exibe a credencial de comandar a cadeia de varejo com maior faturamento do Brasil, US$ 2,4 bilhões, e pode discursar sobre seus tópicos preferidos – “encantar clientes, superar expectativas, ter paixão pelo que se faz” – para 19 mil funcionários que se distribuem por todos os Estados brasileiros (veja os dados de comparação no final da matéria).
Galló, “o retilíneo”, para usar o adjetivo empregado pelo governador Sartori, seu conterrâneo de Caxias do Sul, não parece estar em uma aventura quixotesca. A estrutura de capital da Renner, dispersa entre investidores espalhados por todos os continentes, é um cacife que ele não tinha em 1991. O Conselho de Administração, que representa os acionistas, banca a aposta – o mandato de Galló na presidência da Lojas Renner foi renovado no ano passado. O presidente do Conselho, Osvaldo Schirmer, fez uma análise que transmite a noção do quanto Galló e Renner estão entrelaçados. “Normalmente, em uma empresa, a cultura é dada pelo dono. Como criar uma cultura organizacional em uma empresa sem dono, como a Renner?”, indagou Schirmer. A resposta Schirmer daria em seguida ao informar que, por decisão dos colaboradores, o auditório da nova sede da Renner recebeu o nome de José Galló.
José Galló
O novo prédio
Com uma área de 32,7 mil metros quadrados, o novo prédio seguiu, desde sua concepção, as melhores práticas e as premissas da certificação LEED, Leadership in Energy and Environmental Design, selo que orienta e atesta o comprometimento de uma edificação com os princípios da sustentabilidade para a construção civil – antes, durante e depois de suas obras. A nova sede administrativa conta com padrões de alta eficiência, com energia 100% renovável, lâmpadas de LED que garantem 15% de economia no consumo e vidros que permitem o bom desempenho energético. Para minimizar os efeitos do fenômeno “ilha de calor”, responsável pelo aumento da temperatura típico dos centros urbanos, foi usada uma tinta térmica na cor branca em toda a cobertura do prédio. O reaproveitamento de água garante a redução do consumo de água potável em 55%. Mais de 95% dos resíduos da construção foram encaminhados para reciclagem, e 50% dos materiais utilizados na construção foram extraídos, processados e fabricados localmente. A nova sede conta ainda com oito vagas exclusivas para veículos que utilizam combustíveis provenientes de tecnologia limpas e bicicletário com 100 vagas.
1991*2017
Loja de departamentos regional, com valor estimado em US$ 918 mil
 
Maior varejista de moda do Brasil em faturamento R$ 8,6 bilhões (US$ 2,4 bilhões), presente em todos os estados do país e no DF
 
Número de colaboradores: 800
 
Número de colaboradores: 19 mil
(3634 no RS)
 
Número de lojas: 8 lojas  (5 no RS e 3 em Porto Alegre)
 
 
Número de lojas no Brasil: 450 (302 Renner, 85 Camicado e 63 Youcom)
Número de lojas no RS: 45 (31 Renner, 5 Camicado e 9 Youcom)
Número de lojas em Porto Alegre: 19 (10 Renner, 4 Camicado e 5 Youcom)
Expansão para o Uruguai em 2017 com a abertura de 3 lojas da Renner
*Ano do reposicionamento da Lojas Renner.
 
Fonte: Amanhã

quinta-feira, 16 de março de 2017

Amazon está levando o jogo do varejo americano

O setor de varejo nos EUA vem passando por mudanças, com grandes redes com lojas físicas caindo no ostracismo — e suas ações se desvalorizando por tabela —, enquanto o e-commerce ganha espaço. Quem tem faturado com esse movimento é a Amazon, cujo valor de mercado chegou a quase US$ 408 bilhões — quase o dobro dos US$ 214,1 bilhões do Walmart.
 
Pioneira nas vendas on-line, a Amazon foi ganhando projeção e espaço na vida e nas compras em todo o mundo. Enquanto no Brasil a atuação da empresa ainda é limitada ao mercado literário e à venda de Kindles — aparelho para leitura de livros eletrônicos —, no exterior, ela oferece muito mais opções: de itens de supermercado a roupas íntimas e câmeras fotográficas. Já rolou até parceria para vender carro.
 
O Walmart não é a única varejista tradicional deixada para trás pela empresa de Jeff Bezos. Ela também faz com que pareçam ainda menores os valores de mercado bilionários de Macy’s (US$ 7,626 bilhões), Target (US$ 30,325 bilhões), JC Penney (US$ 1,1893 bilhão) e da L. Brands, controladora da Victoria’s Secrets (US$ 14,295 bilhões).
A discrepância fica ainda maior quando se compara o valor da Amazon contra os US$ 848,774 milhões da Sears. E, dentro da área original de atuação da Amazon, os livros, a icônica livraria Barnes & Noble também fica distante, com seus US$ 641,343 milhões de valor de mercado.
 
DE CARROS A ROUPAS ÍNTIMAS
 
E a Amazon parece querer se tornar onipresente: já lançou celular próprio (o Fire Phone, sem grande sucesso); uma assistente virtual (Alexa); um sistema em que basta apertar um botão para comprar determinado produto para a casa (que é entregue no endereço cadastrado no site da empresa).
 
Mas ela está longe de ser uma unanimidade. Na Europa, a Amazon é alvo de investigação sobre os contratos que firma com editoras a respeito de preços de e-books. Naquele continente, a empresa registrava seus lucros em Luxemburgo, um paraíso fiscal, o que permitia pagar menos impostos. Só em 2015 a companhia mudou suas práticas.
 
Fonte: O Globo

EuroShop 2017 – 5 novidades da maior feira mundial do varejo

A EuroShop é um termômetro das tendências para quem trabalha com o varejo.

A EuroShop é um termómetro das tendências para quem trabalha com o varejo. Na feira, é possível confirmar quais tendências se tornarão reais nos próximos anos, e entender que outras apenas figuram como possibilidades num futuro mais distante. Nem tudo que se fala sobre o futuro do varejo se tornará realidade, e a feira serve como um gigantesco indicador da real disponibilidade de tudo que sonhamos. Como a feira acontece a cada três anos, o evento nos dá um horizonte claro das novidades até 2020, e descobrimos que algumas delas já estão começando a mudar o varejo. Confira as cinco principais novidades da maior feira mundial do varejo.
 
1. Tech Heart – a tecnologia está cada vez mais presente e implícita nos equipamentos das lojas. O que eram tecnologias experimentais e ações possíveis de integração entre o físico e o digital, começam a se tornar mais comuns. Por exemplo, displays que reconhecem automaticamente o produto exposto e ajustam sua própria comunicação deixou de ser exclusividade de poucos fornecedores para se tornar algo “esperado” em várias soluções. Da mesma forma, contadores eletrônicos de tráfego na loja ajustam sozinhos a sonorização, iluminação, temperatura do ar condicionado entre diversas outras funções de acordo com o fluxo de clientes. Algo que antes, para ser conseguido seria necessário reunir vários fornecedores diferentes, hoje apenas um é capaz de fornecer. A EuroShop demonstra que vários equipamentos de loja já fazem mais do que sua função básica através da tecnologia, principalmente interagir com outras interfaces da loja ou diretamente com o cliente.
 
2. Eco-Consciência – o uso compatível com a necessidade e a coerência de recursos para construção das lojas parece ser a moda na EuroShop 2017. Materiais rústicos com menos acabamento (cimento e ferro), revestimentos naturais (madeira e fibra) e o uso dos materiais reciclados (plástico, tecido e papel) parecem dominar os novos revestimentos de loja e são a preferência dos designers, inclusive nos estandes da própria feira. Madeiras rusticas de plantio certificado com veios e nós marcantes nunca estiveram tão em alta. O desperdício ou uso em excesso de materiais, principalmente o uso dos revestimentos sintéticos, são evitados até mesmo pelas marcas de alto luxo.
 
3. Loja Conectada – vários expositores demonstram diversos equipamentos para integrar melhor a loja física com o digital. As soluções vão desde equipamentos simples como, por exemplo, armários para o serviço de “Click & Collect” na qual o cliente pede online e pega o produto na loja, até complexos softwares que integram informações do cliente com ofertas imediatas de produtos durante a jornada de compra na loja. Fica claro que os clientes estão demandando cada vez mais que todos os canais sejam interconectados, independentemente de como os processos são organizados pelos varejistas. A variedade de produtos e tipos de soluções para integrar o físico e o digital são tão amplos, que a sensação ao visitar os estandes da EuroShop é que o online e offline estão se tornando definitivamente interligados.
 
4. Mais, Muito Mais, Vídeo – a comunicação estática das fotos impressas perde atenção para o movimento dos vídeos. A tecnologia de LED para uso comercial evoluiu expressivamente nos últimos anos e se separa de uma vez por todas dos aparelhos de TV domésticos. Equipamentos comerciais têm durabilidade, resistência e dimensões maiores que as TVs domésticas, mais resolução, acabamento e custo inferior. Os fabricantes perceberam que os equipamentos em ambientes públicos não precisam da mesma definição de imagem e acabamento que os domésticos, mas precisam ser mais duráveis e muito maiores. O potencial de uso de vídeo atraiu investimentos expressivos da indústria e novos equipamentos chegaram ao mercado com custo menor e trazendo a possibilidade de transformar pequenos espaços de loja em grandes telões ou pequenas faixas em imagens de vídeo.
 
5. Foco na Experiência – a integração físico e digital começa a alterar as funcionalidades e o formato das lojas. Há uma percepção entre vários expositores da feira que, no futuro, as lojas serão menores porque sua função será reduzida em relação a atual. Mais do que pontos de venda, as lojas estão se tornando locais de conexão e experiência com as marcas. Por exemplo, as lojas precisarão de área de vendas menores porque reduzirão a quantidade de produtos expostos e essa é uma das vantagens da integração online. Por consequência, a função da loja não é mais estocar produtos, mas ampliar a experiência com os clientes, então os seus equipamentos, mobiliários, comunicação, percepção sensorial e todos os atributos precisam interagir mais e melhor na experiência de compra. A feira demonstrou que os expositores de produtos, equipamentos olfativos, manequins, displays digitais, sonorização e diversas outras peças da loja estão se tornando muito mais sofisticadas e complexas do que os padrões tradicionais.
 
A EuroShop evoluiu de uma feira convencional para uma autêntica plataforma de inovação no varejo, mais do que produtos e fornecedores o evento traz a temperatura das tendências. E os números da feira impressionam qualquer profissional do setor: são mais de 2,3 mil expositores de 60 países, 130 mil metros quadrados de exposição distribuídos em 17 pavilhões realmente grandes e mais de 120 mil visitantes em apenas 5 dias de evento. É a maior feira mundial do varejo que acaba de completar 50 anos de existência e acontece na cidade de Düsseldorf na Alemanha. Os assuntos são os mais diversos, e todos gravitam ao redor de soluções para o varejo, tanto físico como online. Esse ano a feira estava organizada com 4 pavilhões enormes de tecnologia, 2 de iluminação, 5 sobre montagem de loja e seus equipamentos, 3 de alimentação, 3 com displays, comunicação no ponto de venda e visual merchandising. Apenas andar para conhecer a feira consome no mínimo 2 dias de qualquer visitante. Nesse ano o evento aconteceu entre 5 e 9 de março, e a próxima EuroShop está agendada para 16 a 20 de fevereiro de 2020. Até lá, vamos vivenciar o que foi demonstrado em 2017.
 
Fonte: O negócio do varejo.