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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Fábrica de Bolo Vó Alzira tem hoje 190 franquias e vai para os EUA

Um bolo caseiro vendido em fatias no bar de um amigo, no centro do Rio de Janeiro, foi a receita que Alzira Ramos achou para ajudar no orçamento da casa, em 2007. Ali surgia o negócio da família: a rede Fábrica de Bolo Vó Alzira.

O negócio cresceu aos poucos, vendendo bolos em bares, lanchonetes e restaurantes. Em 2010, a antiga mercearia da família foi transformada em fábrica de bolos, e o cheiro logo atraiu a clientela. No ano seguinte, veio a segunda loja.

Em 2014, com o lançamento da franquia, a produção migrou para uma cozinha industrial que faz 600 mil bolos por mês. Hoje, aos 69 anos e com dois netos, "Vó Alzira" tem seu nome na fachada de 190 lojas –140 delas só no Estado do Rio.

Agora, se prepara para ir mais longe: pretende inaugurar uma loja em Boca Raton, na Flórida (EUA), no começo de 2017.

Muffins e cookies para americanos

O novo negócio, porém, não deve seguir a receita de sucesso usada no Brasil. A ideia é adaptar os produtos ao gosto americano e vender muffins, cupcakes, cookies e algumas opções de pães. Para isso, a família está desenvolvendo uma nova marca, ainda sem nome. O investimento previsto na empreitada não foi divulgado.

"Vai ser uma loja de doces para americanos, e não para brasileiros que vivem nos EUA", afirma Alexandre Martins, 33. Apesar de o negócio original ter o nome e as receitas de sua mãe, é ele quem comanda as operações. Dona Alzira supervisiona as lojas franqueadas e cuida do desenvolvimento dos produtos.

No Brasil, são vendidos mais de 25 sabores de bolos caseiros e o carro-chefe são os de laranja, abacaxi com coco e nozes, que custam entre R$ 12 (mini) e R$ 28 (grande). A empresa também está investindo em uma linha de bolos de festa, mais elaborados.

Franquia custa R$ 105 mil

O investimento inicial para uma unidade é a partir de R$ 105 mil, com custos de instalação, taxa de franquia e capital de giro. O faturamento médio mensal é de R$ 60 mil, com lucro de R$ 9.000. O retorno do investimento é previsto a partir de 12 meses. Os dados foram fornecidos pela empresa.

O marido de dona Alzira, Claudio Ramos, 67, também é atuante no negócio da família. Foi ele quem desenvolveu a mistura em pó que serve de base para os bolos da rede.

"O produto chega 80% pronto aos franqueados. Eles só precisam adicionar os ingredientes úmidos, como ovos e leite, e assar os bolos. Assim, conseguimos controlar a qualidade, pois escolhemos as melhores matérias-primas", diz Martins.

Internacionalizar é começar do zero

Apesar de ter muitas franquias em pouco tempo, ainda é cedo para dizer que a empresa é uma franqueadora de sucesso, segundo o consultor especializado em franquias Luis Stockler, da BaStockler. Ele diz que o segmento é muito competitivo.

"Eles podem ser bons em vender franquias, mas muitos desses franqueados ainda estão se estabelecendo. É necessário esperar alguns anos para dizer se a rede terá vida longa. Este deveria ser o foco do desenvolvimento do negócio", diz ele.

Ele diz que abrir uma empresa em outro país é um negócio totalmente novo, pois os hábitos de consumo são diferentes, assim como os ingredientes, o equipamento, a mão-de-obra e as leis.

"Não dá para aproveitar a experiência adquirida no Brasil em um negócio no exterior, principalmente no ramo de alimentação. O ideal é ter uma consultoria ou um sócio local", declara.
 
Fonte: UOL

Brasileiro vai mais ao mercado, mas está comprando menos e pagando mais barato

Com o aprofundamento da crise econômica desde o ano passado, os brasileiros têm sido obrigados a ajustar o seu comportamento de consumo. Alguns cortaram despesas, outros reduziram a quantidade de itens comprados ou começaram a comprar marcas mais baratas.
 
Uma análise do IBOPE DTM, unidade de marketing de relacionamento e big data do IBOPE Inteligência, em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revela que o brasileiro está comprando itens mais baratos, o que deixa sua conta menor, mas tem ido mais vezes ao mercado. O estudo foi realizado no PeopleScope, plataforma que agrega a maior base de dados sobre os brasileiros e que classifica a população em 13 macrossegmentos e 42 segmentos.
De acordo com o PeopleScope, na comparação de 2015 com 2014, o valor médio gasto com produtos de mercado caiu 4,8% e a média de itens comprados diminuiu 0,7%. Mas, por outro lado, a média de visitas ao local cresceu 2,1% nesse período.
Esse movimento ocorre porque os consumidores diminuíram a quantidade de refeições fora do lar e aumentaram o consumo em casa, o que elevou a compra, sobretudo, de frutas, legumes e verduras (12,3% em itens e 2,9% em valor), categoria responsável pela maior frequência do consumidor ao mercado (6,3% em média de visitas), já que são produtos perecíveis. 
 
 
Bebidas alcoólicas e produtos de mercearia também foram os responsáveis pelo aumento das visitas. A média de itens alcoólicos comprados caiu 4,6%, mas o valor médio subiu 1,1% e a ida ao mercado para compra-los cresceu 4,4% no período. Já produtos de mercearia tiveram recuo em valor médio (-3,7%) e quantidade (-0,5%), mas aumento de 1,6% em frequência.
Por outro lado, a categoria perfumaria e higiene concentra a maior mudança no consumo do brasileiro. A quantidade de itens comprados diminuiu 8,7%, o valor médio caiu 8,6% e as visitas ao mercado para comprar esses produtos recuaram 5,1%.
Diferenças por segmentos
A análise do PeopleScope mostra que o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras foi homogêneo na população. Entre o grupo chamado de realidade humilde, segmento de famílias jovens, residentes principalmente no Sudeste e, em menor proporção, no Nordeste, que gostam de se arriscar e não se importam com tarefas domésticas, o gasto médio com esses produtos subiu 8% e a média de itens comprados aumentou 13,2%. A ida ao mercado para comprar frutas, legumes e verduras por esse grupo, que pouco frequenta parques, praias e eventos culturais, cresceu 5,7%.
No geral, considerando todos os grupos de produtos em um mercado, o consumo das famílias de realidade humilde diminui em relação ao ano anterior: -8% em valor, -4,2% em itens comprados e -3,1% em visitas ao mercado.
Nas famílias promissoras, segmento formado em grande parte por pessoas brancas e proporção significativa de pardos, com cerca de metade dos indivíduos católicos, com percentuais significativos de evangélicos e sem religião, a média de itens comprados na categoria frutas, legumes e verduras subiu 20,3%, enquanto o gasto médio cresceu 8,8%. Nessas famílias, nas quais metade das pessoas mora em casas quitadas com dois ou três banheiros, a média de visitas ao mercado por conta desses produtos aumentou 7%.
Por outro lado, no geral, o valor médio gasto com produtos de mercado dessas famílias caiu 3,5%, ao passo que a quantidade de itens aumentou 1,6% e a média de visitas subiu 3,7%.
Já entre o grupo chamado de legado estabelecido, que se caracteriza por uma alta proporção de idosos, tanto a quantidade de itens comprados quanto o valor médio e o número de idas ao mercado subiram. Nesse segmento populacional, que, em sua maioria, vive em apartamentos com um ou dois moradores nos bairros mais nobres e tradicionais das grandes metrópoles brasileiras, a média de itens comprados na categoria fruta, legumes e verduras subiu 11,7%, enquanto a média de visitas cresceu 6,4%. O valor gasto teve a menor elevação: 2,5%.
Ao considerar todas as categorias de produto em mercado, os “estabelecidos” reduziram seu gasto médio em 4,7%, compram 0,7% menos itens e vão 2,4% mais ao mercado. 
Sobre o PeopleScope
Maior base com dados comportamentais dos brasileiros, o PeopleScope reúne informações demográficas, atitudinais, políticas, financeiras, de comportamento, hábitos e atitudes dos brasileiros em um único lugar. A partir de informações do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Censo e Target Group Index (serviço da Kantar IBOPE Media), classifica a população em 13 macrossegmentos e 42 segmentos para criar insights e análises.
www.peoplescope.com.br

Sobre o IBOPE DTM
Empresa de marketing científico que integra dados para elaboração e implementação de estratégias de marketing e sistemas de tomada de decisão. Dentro do conceito de big data, consolidando várias bases de dados diferentes e utilizando técnicas avançadas de data mining e modelagem estatística, oferece soluções para a definição de estratégias de marketing de relacionamento com foco em fidelização, retenção e recuperação dos consumidores. www.ibopedtm.com.br
Sobre o SPC Brasil
O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) é o sistema de informações da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), e, englobando as Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL), constitui-se no mais completo banco de dados da América Latina em informações creditícias sobre pessoas físicas e pessoas jurídicas. Auxilia a tomada de decisões para concessão de crédito por empresas de pesquisa de opinião e mercado, off e online, quantitativas e qualitativas, geonegócios, inovação, data mining e ferramentas de análise e integração de dados.www.spcbrasil.org.br
 
Fonte: IBOPE Inteligência

Brasil é o quinto maior mercado de alimentação saudável

Mesmo com cenário de crise, setor cresce e movimenta bilhões de reais por ano, segundo análise realizada pela Euromonitor.
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O mercado de alimentação saudável registra franco crescimento no Brasil, mesmo diante de um cenário de crise. Muitas empresas viram uma boa oportunidade de se instalar e crescer em razão da busca por um estilo de vida mais saudável. O Brasil já é o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saudáveis do mundo, com volume de vendas de US$ 27,5 bilhões em 2015, segundo levantamento da Euromonitor, agência americana de pesquisa.
 
Entre produtos light e diet, passando pelos vegetais e integrais, indo até ingredientes como a chia, linhaça e quinoa, e chegando nos alimentos livres de lactose e glúten. Fato é que o mercado de alimentação saudável vem crescendo, sem sentir os efeitos da crise econômica do país.
 
De acordo com o levantamento da Euromonitor, esse mercado cresceu 98% no Brasil entre 2009 e 2014. A agência prevê um crescimento expansivo do setor até 2020, os produtos que apresentarem maior grau de diversificação se destacarão.
 
Com a expansão do mercado, cresce também a concorrência. Para se manter bem entre o número crescente de novos players no mercado, com produtos similares e em diversas faixas de preço, diferenciação será a palavra-chave. Busque parceiros que investem em embalagens e novos sabores, por exemplo, que pode ajudar a impulsionar as vendas.
 
Na contramão da crise, a Fevitto Integrais, há 8 anos no mercado, cresceu 10% até julho e considera a expansão ainda para este ano. Segundo Julio Vavolizza, proprietário da loja, com a instabilidade econômica o que muda é o valor que o cliente atribui ao seu dinheiro. “Independentemente da crise, o consumidor continua comprando, mas hoje ele prefere até mesmo gastar mais em produtos que possuem maior valor agregado e mais qualidade do que adquirir similares que não tenham perfil saudável”, afirma o empresário.
 
Fonte: Portal no Varejo

Ideologia fora de moda

Alargar as portas de acesso à moda é a minha missão à frente de 40 mil profissionais.
Meus olhos foram capturados recentemente pelo título de uma reportagem de revista especializada em ciência: “Escravos da moda: os bastidores nada bonitos da indústria fashion”. O subtítulo do texto fazia referência ao que a publicação chamava de combinação de “consumo desenfreado com exploração da miséria”.
 
Foi como se eu tivesse sido atingido, simultaneamente, por um soco no estômago e uma punhalada nas costas. Essas afirmações colidiram com valores e convicções que norteiam minha vida.
 
Alargar as portas de acesso à moda é a minha missão à frente de 40 mil profissionais. A Riachuelo existe para transformar esse fator histórico de discriminação e de exclusão em uma ferramenta eficiente de inclusão. Essa magia, que ao longo da história tem sido um privilégio de poucos, passa a operar o seu milagre na vida de dezenas de milhões de brasileiros.
 
Só podemos classificar de arrogante e elitista a atitude de se condenar a democratização da moda. Quando milhões de brasileiros passaram a viajar de avião pela primeira vez, essas mesmas vozes preconceituosas esbravejaram que nossos aeroportos mais se pareciam com rodoviárias. É o mesmo espírito que não aceita a democratização da moda e a classifica como “consumo desenfreado”.
 
A revolução do fast fashion é sinônimo de inclusão – tanto pela moda, despertando a autoestima das pessoas, quanto pelos empregos que gera.
A indústria têxtil tem sido o principal fator de inclusão da humanidade. Quando o tear mecânico foi criado, um dos marcos da revolução industrial, o mundo tinha 90% de excluídos socialmente.
 
As mudanças transformaram a Inglaterra e, mais adiante, a Europa. Chegaram aos EUA e, quando se manifestaram na Ásia, nos anos 1950, modificaram a história do Japão e da Coreia. Esse processo vem ocorrendo hoje em Bangladesh, Vietnã e Sri Lanka. No futuro, é possível que chegue à África.
 
Apesar dessas transformações incontestáveis, tornou-se comum nos últimos anos atacar a indústria têxtil por causa das relações de trabalho. Em alguns casos, de fato, há condições realmente precárias em fornecedores do setor.
Atos que contrariam as leis do país precisam ser impetuosamente combatidos, mas não é possível aceitar que uma legislação anacrônica e interpretações forçadas contra o setor prejudiquem esse processo transformador.
 
Os varejistas atuam por conta própria para evitar que empresas pratiquem atos ilegais. As companhias do setor têxtil têm contratado auditorias externas para investigar as condições de trabalho em confecções e subcontratadas.
Relatórios mensais são produzidos após visitas surpresa, entrevistas com trabalhadores e inspeções às instalações.
 
A interpretação do que é jornada exaustiva de trabalho faz com que relações entre empregador e empregado sejam, erroneamente, consideradas trabalho escravo.
É preciso que essas definições fiquem mais claras, de forma a evitar que interpretações exageradas e ideologizadas comprometam a reputação de marcas de varejo que trabalham na formalidade, geram milhares de empregos diretos e indiretos e investem vultuosamente em auditorias de monitoramento da cadeia fornecedora.
 
É necessário também diminuir a absurda normatização das relações de trabalho. As partes têm maturidade suficiente para negociar. Nossa legislação é de uma época em que o trabalhador assinava o contrato com a impressão digital do dedo polegar. Isso precisa mudar.
 
* FLÁVIO ROCHA é presidente da Riachuelo e vice-presidente do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo)
 
Fonte: Folha de São Paulo

Por que o compliance da sua empresa deve ser levado a sério

Deve-se considerar que futuro do varejo é o de se admitir que ele passará pelos mesmos processos pelos quais muitos outros segmentos estão passando.
Desde os tempos em que a convergência digital já assombrava os modelos tradicionais de relacionamento no entorno das marcas que se assiste um processo extremamente rápido de obsolescência dos canais tradicionais.
 
O processo de digitalização é um fato inexorável e não ter as plataformas todas digitalizadas hoje se mostra como algo extremamente preocupante uma vez que tudo passou por este processo. Por que o varejo ficaria de fora, uma vez que o próprio dinheiro está passando pelo mesmo processo?
 
O cenário de transformações é acelerado, desmassificado e desmaterializado. Não obstante tudo isto, o cenário se mostra também muito acelerado no processo de desintermediação, que no caso do varejo é algo com o qual se deve aprender muito e rápido.
 
O que significa desintermediação? Tudo aquilo que se conhece que de alguma maneira faziam interfaces com as coisas que se consomem normalmente. Antes se dependia de um intermediário para conseguir o que se precisava, mas hoje isto não é mais assim e o efeito de cristalização disto é conhecido por todos.
 
A internet não tem só o poder de conectar pessoas, porque isso não acontece de forma aleatória. Ela conecta pessoas com fortes similaridades arquetípicas, o que significa dizer que aquilo que é bom para elas é bom para as redes delas.
 
Há de se lembrar Philip Kotler que diz que cultura é o principal determinante do consumo das pessoas. Quando se considera aquilo que antes era chamado de nicho de mercado, agora há de se considerar algo mais complexo de se determinar. Ou seja, agora o varejo tem que conhecer códigos de cultura.
 
O empoderamento ou o protagonismo do consumidor é algo inexorável também uma vez que o coloca no centro de suas redes, pontuando suas preferências, suas percepções, fazendo recomendações e muito mais, influenciando diretamente públicos no entorno da base de consumo.
 
Um dos riscos que este fato oferece é o mundo da venda e do marketing que somente reconhece os consumidores adquiridos ou, no máximo, os prospects (consumidores potenciais conhecidos), agora deve-se buscar algum relacionamento com a base de relacionamento futuro que são os suspects (consumidores potenciais não conhecidos).
 
Aliado a isto devemos assumir que o processo de aceleração também faz com que produtos e serviços fiquem muito menos importantes do que as experiências de consumidores na visão integral do processo de consumo, antes, durante e depois.
 
Quando se faz uma análise destas vertentes todas, chega-se à conclusão que a base futura de relacionamento, portanto, de consumo, está muito delegada às recomendações que as pessoas fazem a partir do centro de conexão de suas redes, diretamente e são elas que pontuam se uma experiência é digna ou não de ser colocada para suas redes.
 
Isto é um perigo imenso quando se admite que as empresas não têm mais como abrir canais de voz diretamente a estes públicos relacionados, ou seja, em outras palavras, as pessoas se falam diretamente também de forma desintermediada e de forma a trazer valor e significado próprios para cada uma das manchas arquetípicas de que fazem parte e daí ativam o buzz.
 
O processo de digitalização é fatal para aqueles que não se voltam a criar padrões preditivos de analytics dos movimentos de consumo e dos fatores determinantes deles.
 
A internet das coisas (IOT) facilitará muito os atores antes intermediários tanto com as informações que os consumidores deixam como rastro no uso de seus itens de preferência, como também será a possibilidade de capturar dados deste relacionamento.
 
Estes dados serão úteis não só para se ter conhecimento de consumo, mas também sobre como poderão melhorar fluxos de relacionamento e de desenvolvimento de produtos e serviços, baseados na experiência dos consumidores, de forma automática e conectada.
 
Claro que para isto será preciso que as empresas e o varejo se voltem para o processo de captura e tratamento dos dados de relacionamento e os usem ativamente para promover uma ajuda direta no processo de vida dos consumidores. O poder de marca está diretamente ligado a isto também.
 
Por este motivo há de se considerar que, então, não são as empresas ou o varejo que vendem, são as pessoas que escolhem de acordo com as recomendações de suas redes e procedem o processo de conhecimento ativo e de pesquisa acerca dos produtos e serviços, onde preço não é o principal determinante. A experiência de outras pessoas de dentro destas redes é o determinante.
 
Ir a um ponto de venda físico ou estabelecer um ponto de contato com ofertas online dependerão do grau de confiança e de recomendação que as pessoas recebem, bem como daquilo que está à mão delas.
 
Considerando que a mobilidade e a densidade digital são grandes, as pessoas aceleram estes movimentos, que, a partir da conveniência, poderão escolher uma solução por exemplo, one click nos sites de e-commerce, o que não deixa de ser uma experiência também, repetida, quando a noção do risco e do gerenciamento da ansiedade é bem equacionada e percebida.
 
Deve-se considerar que futuro do varejo é o de se admitir que ele passará pelos mesmos processos pelos quais muitos outros segmentos estão passando, na mesma velocidade, com a mesma amplitude e profundidade.
 
Na pauta, temos a desmaterialização acelerada em prol de ambientes web e apps com a desintermediação, pois há outras formas de se buscar informações, ações, experiências e relevâncias que levem ao consumo.
 
Também, o processo de desmonetização uma vez que o dinheiro também passa pelo mesmo processo e tanto as fintechs como as moedas digitais influenciarão este segmento diretamente. O Bitcoin já começa a ser utilizado como meio de pagamento em muitos países.
 
E como não deixar de explicitar talvez o ponto mais nevrálgico desta discussão, que é o vício ou falta de percepção que leva as empresas de uma maneira geral e o varejo a não pensar na experiência em si, fator determinante das recomendações em base.
 
A dúvida que se tem é em que tempo isto acontecerá e como poderão as empresas reagirem aos novos padrões, e que não se deve esperar para que as tecnologias busquem a maturidade, neste processo extremamente acelerado, o poder de resposta deve ser igualmente rápido e profundo, sob o risco de se perder significado e perenidade, contribuição e relevância.
 
Fonte: O negócio do varejo

Por que o compliance da sua empresa deve ser levado a sério

Formatar uma cultura de ética sólida é um elemento primordial para as organizações sobreviverem ao longo do tempo. 
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Ocorrências de fraude não são novidades para as empresas – em nenhum lugar do mundo, portanto, no Brasil, e, especificamente, no varejo, essa situação é real. Segundo a Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos da PwC, de 2016, nos últimos 24 meses, 54% das empresas brasileiras que participaram do estudo da consultoria tiveram prejuízos financeiros ligados a fraudes de US$ 100 mil e US$ 100 milhões.
 
A situação se agrava quando a percepção é ampliada para o nível mais alto da cadeia: a 14ª edição do estudo Global Fraud Survey, da Ernst & Young, aponta que para 90% dos empresários brasileiros, corrupção e suborno são práticas comuns no ambiente de negócios nacional.
 
O que fazer?
Uma percepção é unanimidade entre os especialistas: se uma empresa almeja a prosperidade do negócio, precisa de uma cultura forte e um programa de compliance muito bem definido. Consequentemente, as fraudes são evitadas. O primeiro passo é construir um código de ética e políticas claras de conduta, que precisam ser passados de forma objetiva e educativa para todos os membros da organização – da liderança ao operacional.
Na definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, a governança é um sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e demais partes interessadas. Robert Juenemann, conselheiro da entidade, lembra que o conceito envolve quatro princípios: observância, prestação de contas, responsabilidade corporativa, transparência e equidade. Agindo dessa forma, os riscos tornam-se cada vez menores.
 
Nesse sentido, o papel da liderança da empresa é imprescindível. Primeiramente, agindo de forma ética para inspirar e guiar seus colaboradores. Depois, engajando sua equipe e atuando junto ao RH para que a cultura da empresa seja plenamente passada adiante.
O resultado de um compliance bem estruturado vai além dos cuidados com a fraude e diminuição dos prejuízos: quando uma empresa atua de maneira ética atrai funcionários que admiram essas práticas – geralmente, cidadãos mais éticos. “A empresa atrai melhores talentos. As pessoas que têm ambições ou uma perspectiva profissional de sucesso não querem estar atreladas a organizações com escândalos publicados”, aponta Leonardo Lopes, sócio da PwC Brasil.
 
A companhia pode, inclusive, atrair melhores parceiros de negócios, aponta Lopes: “O que a gente tem visto muito hoje no Brasil são investidores que estão querendo vir para o país procurando se associar a empresas que têm padrões de conduta no mesmo nível que eles têm lá fora”, conclui.
 
Fonte: Portal no Varejo

As marcas de confiança do público

Pesquisa realizada pelo Datafolha com a revista Seleções mapeia as empresas que mais inspiram confiança nos consumidores. 
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A pesquisa Marcas de Confiança, realizada pela revista Seleções com o Datafolha, mostra que a Nestlé continua invicta como a marca mais confiável entre todas (independentemente de categorias). A Nestlé foi citada por 14% dos pesquisados e vence há 10 anos.
 
No quesito “responsabilidade social”, a grande vencedora pelo ano é Natura – a marca teve 16% dos votos.
 
A pesquisa existe há 15 anos e foram apuradas 36 categorias de produtos e serviços. Entre elas, o estudo trouxe algumas novidades em relação às últimas edições:
 
– Na categoria “Cremes para a Pele”, a Nivea subiu seis pontos, passou Natura e se tornou campeã da categoria. Desde 2004 que Nivea não vencia a pesquisa.

– Na categoria “Cafés”, 3Corações apareceu pela primeira vez como vencedor, dividindo a liderança com Pilão e Melitta;

– Em “Sucos”, Maguary ganhou mais seis pontos percentuais e divide o prêmio com Del Valle;
– Em “Bandeira de Posto de Combustível”, Ipiranga se consolida como vencedora isolada esse ano, abrindo seis pontos de diferença de BR-Petrobras.
 
Conheça os principais resultados:
 
– Marca mais confiável
Nestlé 14%
Correios 6%
Brastemp 5%
 
– Marca mais responsável socialmente
Natura 16%
Nestlé 5%
Bradesco 4%
 
– Alimentos e bebidas
Adoçantes
Zero-Cal 36% – Vencedora há 15 anos
Adocyl 21%
Stevia 7%
Café
Melitta 17%
Pilão 17%
Três Corações 17%
Nescafé 6%
Santa Clara 4%
Chocolate
Nestlé 41% – Vencedora há 14 Anos
Garoto 23%
Lacta 12%
Iogurte
Danone 32% – Vencedora há 14 Anos
Nestlé 23%
Vigor 13%
Óleo comestível
Liza 37% – Vencedora há 15 Anos
Soya 20%
Salada 5%
Suco concentrado ou pronto
Maguary 22%
Del Valle 22%
Ades 11%
Tang 6%
 
– Bens duráveis
Aparelhos Eletrônicos
Samsung 34% Vencedora há 4 anos
Lg 20%
Sony 17%
Eletrodomésticos
Brastemp 46% – Vencedora há 8 anos, subiu 6%
Electrolux 22%
Consul 18%
 
– Higiene pessoal e beleza
Creme para pele
Nivea 25%
Natura 19%
Avon 8%
Maquiagem
Avon 27% – Vencedora há 14 anos
Natura 17%
Mary Kay 11%
Protetor solar
Sundown 29%
Nivea 15%
Natura 6%
Xampu/condicionador
Seda 16% – Vencedora há 15 anos
Dove 10%
Pantene 10%
 
– Outras categorias
Bandeira Posto de Gasolina
Ipiranga 37% – Se consolidou como vencedora isolada esse ano.
Br Petrobras 31%
Shell 23%
Loja de Comércio Eletrônico
Casas Bahia 16%
Lojas Americanas 11%
Magazine Luiza 8%
 
Fonte: Revista Seleções / Datafolha